
O 4-3-3, esquema que voltou à moda no futebol mundial graças às excelentes atuações do Barcelona, tem sido muito bem aplicado no Corinthians pelo técnico Mano Menezes.
E surgiu como solução diante do São Paulo, na primeira partida da semifinal do Campeonato Paulista, quando era preciso atacar para reverter uma desvantagem, sem dar espaços para os cruzamentos tricolores.
Desde então, o time não mudou mais de formação, com Jorge Henrique e Dentinho exercendo funções de alas, auxiliando os laterais na defesa e abrindo o jogo como pontas no ataque.
E muito desta estabilidade se deve às características destes dois jogadores, vide que Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho tentaram, sem sucesso, repetir a fórmula. A ambos faltaram atacantes no elenco com capacidade para defender.
Com os títulos de 2009, novamente, o 4-3-3 rende vitórias ao Timão. Já havia sido assim em 1990, com Nelsinho Baptista (Campeonato Brasileiro), e em 2002, com Carlos Alberto Parreira (Torneio Rio-São Paulo e Copa do Brasil).
Além dos pontas, as três equipes contavam com um volante à frente da zaga, um segundo mais avançado pela direita, além de meia canhoto e centroavante.
Também em comum entre o time atual e o de 19 anos atrás, a necessidade de correr por um craque. Neto pouco se movimentava e muito raramente marcava, poupando fôlego para arrancadas rumo ao gol e passes de precisão milimétrica, além das mortais cobranças de falta e escanteio.
Hoje, os jogadores correm por Ronaldo, a quem cabe a tarefa de finalizar com a genialidade que o consagrou. O “custo/benefício”, já defendido por Nelsinho, hoje integra o discurso de Mano.
Acima, três equipes armadas neste esquema que, quando bem aplicado, rendeu importantes títulos ao Corinthians.














