por Cristiane Lima em 21.07.08 às 16h16 | Categoria NotíciasNenhum comentário
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Miele e Patty Ascher

Em sua quinta edição, O Caros Amigos de Santos fez uma homenagem à Bossa Nova, que em 2008 completa 50 anos. Foram 3 dias de muita música, performances e exposições, além de atividades para crianças pelas ruas do Centro de Santos. O evento que foi realizado pela Una Eventos, com patrocínio da Petrobrás e apoio da Prefeitura de Santos atraiu público de diferentes faixas etárias e influências culturais. Todas as atrações foram gratuitas.

Quem esteve presente pode ver que o Centro Histórico de Santos foi palco de um festival de sons que refletiu as influências do jazz e do samba no gênero que marcou grandes nomes da música brasileira e derivou para a MPB, com fortes lembranças no emocional do país.

O Festival teve apresentações de grandes intérpretes. A abertura oficial foi na Praça Mauá, na sexta (18), com Os Cariocas. No sábado (19), Fernanda Porto deu um show. A cantora e instrumentista mostrou todo o seu talento e encantou o público presente. No domingo (20), o público pode assistir sentadinho o encerramento que ficou por conta de Izzi Gordon, Patty Ascher e Miele com muita bossa nova. Além disso, o festival contou com participação de grupos da região como Murilo Lima e O Bando, Os Marianas, Carlos Bronson, Celso Lago, Bruno de La Rosa e Trio e Balaio Brasil.

O Cinema também esteve no Festival Caros Amigos. Dois filmes que contam a história da Bossa Nova e de seus personagens. Na Casa da Frontaria Azulejada, o filme “Vinicius” e a “Coisa Mais Linda – Histórias e Casos da Bossa Nova”.

Entre as atrações para o público infantil, estavam as peças “As centopéias Judite”, com a Cia Teatral Arueiras do Brasil, e o Grupo Trupe Olho da Rua. O Grupo Poetas Vivos apresentou o espetáculo sobre a obra de Guimarães Rosa. Misturando música e literatura, atores apresentaram na Casa da Frontaria Azulejada, o espetáculo “Rosa do Sertão”, com base na obra de João Guimarães Rosa.

Sem dúvida, eventos deste nível são indispensáveis para provocar a aproximação da população com o Centro Histórico da cidade.

A Bossa

No início, a Bossa referia-se apenas a um modo de tocar, mas logo ganhou o caráter de um gênero musical brasileiro dos mais conhecidos em todo o mundo. Seu marco de fundação eram reuniões íntimas realizadas em apartamentos de classe média na Zona Sul carioca, especialmente na residência de Nara Leão, onde o violão e o canto discreto com influência do samba e do jazz ecoavam como um novo estado de viver a vida. Destaques do movimento: João Gilberto, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Johnny AlfBilly Blanco, Sérgio Ricardo, Ronaldo Bôscoli, Marcos Valle, Edu Lobo, Francis Hime, Dori Caymmi e muitos outros. Entre as canções ícones do movimento: Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Desafinado e Samba de uma Nota Só. Décadas se passaram, mas ficou a influência e a reverência a um dos principais gêneros musicais brasileiros.

História do Festival

O festival teve início em 2004 quando Santos homenageou as Cidades Irmãs, cujas delegações estiveram presentes, e os imigrantes, afinal a cidade é considerada o Portal da Imigração do Brasil, devido ao papel histórico de seu porto. As atrações musicais e de dança, bem como as exposições, valorizaram culturas como de Portugal, Espanha, Itália, Japão e outras.

Em 2005, o Caros Amigos deu atenção especial às crianças. Além dos shows com dezenas de bandas e intérpretes, foi montado o Caros Amiguinhos, um parque temático e um álbum de figurinhas de Santos produzidos especialmente por Maurício de Souza.

Já em 2006, o evento contou com 104 atrações e 1170 artistas que se apresentaram nas mais diversas linguagens artísticas com atividades de dança, teatro, música, exposições, oficinas culturais, infantil, literatura e artes visuais. Foi uma inédita maratona cultural em Santos, ocupando toda a região central da Cidade.

Em 2007 a maratona voltou para consagrar o Centro como cenário de um já tradicional festival de música, artes e gastronomia. Foram 50 atrações com 300 artistas. De orquestra sinfônica a chorinho, o festival apresentou nomes como Simoninha, Banda Planta e Raiz, Banda Farofa Carioca e outros.

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por Cristiane Lima em 14.07.08 às 16h51 | Categoria NotíciasNenhum comentário

 

Vários festivais de dança acontecendo emSão Paulo (interior e capital) e aqui na região o “Santos – Dançar a Vida” chegou em sua 4ª edição. De 4 a 13 de julho, o público pode assistir a vários grupos de dança da região, São Paulo (capital e interior) e outros estados.

Foram várias modalidades apresentadas (ballet, jazz, estilo livre, contemporâneo, dança de rua, dança de salão, sapateado e danças populares). Por ser um festival ainda novo, percebemos que muito ainda tem para melhorar, mas a iniciativa é válida, afinal a dança ainda é uma arte não muito valorizada.

Mas, hoje quero fazer uma ressalva para a platéia presente na Noite de Gala do dia 13, domingo último, no Teatro Municipal Brás Cubas, em Santos. Apesar de ser um bom número presente, não teve respeito com os artistas no palco e nem com quem queria assistir ao espetáculo.

Isso não pooooooode!!!

Gente mal educada na platéia não pode mesmo.

É uma falta de respeito com quem quer assistir aos espetáculos e com os artistas que estão ali para apresentar seu trabalho ao público. Percebi uma total falta de educação da platéia que gritava e não permitia que outros expectadores pudessem sequer ouvir a música, quanto mais prestar atenção nas coreografias apresentadas. Todos nós sabemos que em competição existe torcida, mas ontem, era uma noite de gala e já haviam sido declarados os campeões, e vamos lá, tudo bem a torcida comemorar antes e depois, mas durante toda a apresentação é um pouco demais. O pior é ouvir palavrão dentro de um teatro. Só de entrar em um teatro já devemos ter em mente que estamos em um local diferente. É uma outra esfera, emana arte. Já acho um absurdo uma pessoa conversar no cinema. Fazer piadinhas durante o filme, quando um grita uma coisa e outra pessoa resolve responder, aí vira aquela palhaçada. Agora, gritar, xingar e arrotar, ninguém merece.

Vamos lá, o público não era feito só de crianças e adolescentes, havia pais e mães presentes também. Então, cabe a eles ensinar e educar os filhos, afinal essa será a platéia de amanhã dos teatros, cinemas e outros eventos abertos ao público.

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