São Paulo perde para o Náutico, mas quer vingança contra o Verdão
A maior invencibilidade do Campeonato Brasileiro caiu, nesta quarta-feira, nos Aflitos. De virada, o São Paulo perdeu para o Náutico, no Recife, por 2 a 1, após uma série de oito duelos sem derrota e começa a tomar distância perigosa da ponta da tabela.
Com 14 pontos, o time paulista é o 8.º colocado. Ou seja: uma vitória contra o Palmeiras, no clássico de domingo, será mais do que necessária. E o Tricolor quer muito isso, ainda mais depois de ser eliminado pelo Verdão no Campeonato Paulista, com direito a gás de pimenta.
Contra o Náutico, a equipe paulista, ao menos, mostrou ter entendido os recados do técnico Muricy Ramalho. Em momento algum mostrou a apatia e o desinteresse evidentes no empate contra o Ipatinga (1 a 1) no domingo. Hernanes e Miranda, que supostamente estariam na categoria de ‘jogadores com a cabeça em outro lugar’, por negociarem com times europeus, mostraram concentração. O zagueiro, por apenas 15 minutos, já que deixou o gramado lesionado; o volante correu muito, fez jogada de craque e deu passe preciso para o gol são-paulino.
Hernanes pôde atuar com mais liberdade e foi um dos jogadores mais acionados na partida. Foi beneficiado pelo esquema montado por Muricy, que optou por escalar Richarlyson no meio, recuando Zé Luis para a zaga. O time ganhou mobilidade e sufocou o Náutico nos primeiros minutos.
Aloísio marcou de cabeça, aos 8, mas estava impedido e gol foi anulado. Borges, porém, recebeu bom cruzamento de Hernanes pouco depois e abriu o placar. Não houve tempo para comemorar. Três minutos depois, em cobrança de falta, a linha de impedimento são-paulina falhou e Radamés empatou.
Após o gol, o Náutico equilibrou a partida. Passou a ir mais ao ataque. Aos 12 minutos do segundo tempo, ratificou a vitória com Everaldo, que acertou um belo chute cruzado de fora da área.












