Washington repete Libertadores e castiga novamente o São Paulo

por Evandro Ribeiro em 07.08.08 às 11h43 | Categoria São Paulo • •

“Time sem garra, sem respeito, sem técnico.” Antes e durante a partida contra o São Paulo, os torcedores do Fluminense empunharam faixas, cruzes e caixões com o nome de cada um dos jogadores da equipe. Simularam um enterro, protestaram contra a má campanha no Campeonato Brasileiro depois da perda do título da Libertadores para a LDU. As feridas da derrota carioca continuam abertas. Mas a vitória de ontem pode ajudar muito a cicatrizá-las - os cariocas bateram os paulistas por 3 a 1, de virada, com três gols de Washington, mais uma vez o algoz dos são-paulinos.

Ambas as equipes foram para o campo desfalcadas e com times completamente distintos do último embate, há 78 dias, pelas quartas-de-final da Libertadores - também vencido pelo Flu por 3 a 1. O São Paulo se ressentia da ausência de Hernanes e Alex Silva, na seleção olímpica, Borges e Miranda, contundidos, e Dagoberto, suspenso.

O Fluminense, por outro lado, em meio a uma forte crise, não tinha Thiago Silva e Thiago Neves, também em Pequim, e Dodô, que pediu para ser liberado da partida a fim de recuperar a forma.

Os paulistas tentaram mostrar o futebol competitivo que levou o time ao grupo dos quatro melhores na última rodada. O técnico Muricy costuma insistir que a chave da vitória, mesmo em partidas fora de casa, está em correr alguns riscos. Seus comandados, porém, preferiram não arriscar muito. Até estiveram mais tempo no ataque. Ter maior posse de bola, contudo, não significa anotar gols.

O primeiro tempo foi insosso: os poucos torcedores cariocas que foram ao Maracanã não tiveram motivos para deixar de protestar. “Está complicado. Vamos escutar o que o professor tem a nos dizer no vestiário para ver o que podemos fazer”, disse o atacante André Lima no intervalo. “A verdade é que a gente precisa jogar mais”, admitiu o zagueiro André Dias.

Muricy deve ter gritado, esbravejado mesmo. Porque os jogadores voltaram com outra postura. Logo aos três minutos da segunda etapa, Hugo marcou o gol com um chute forte. Alívio. Mas não durou muito. Às vezes, o risco cobra seu preço logo cedo.

Sete minutos depois, Éder cometeu pênalti - duvidoso - em Romeu. Washington se encarregou de mandar a bola para a rede. Empate e a torcida do Fluminense, que era só reclamação, se incendiou e passou a incentivar o time. Coisas do futebol.

O incentivo das arquibancadas se refletiu no campo. Aos 17 minutos, em um contra-ataque, Tartá cruzou da esquerda e Washington fez mais um.

Enquanto o São Paulo tentava empatar, tomou o terceiro gol. Washington, impossível, não sossegou enquanto a bola não entrou depois de trapalhadas de Rogério Ceni e Rodrigo. O atacante já havia feito o São Paulo sofrer na Libertadores e agora foi o responsável por afastar ainda mais o adversário do líder. “Damos sorte contra eles”, reconheceu o carrasco são-paulino.


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