por Evandro Ribeiro em 14.07.08 às 9h40 | Categoria Brasileirão 2008, São Paulo1 Comentário
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Enfim o São Paulo acertou novamente o bom futebol e trouxe alegrias à sua torcida.

Desta vez não teve gol de mão, gás no vestiário, pênaltis duvidosos. Lances polêmicos foram poucos, normais de jogo. Ao contrário dos três confrontos anteriores no ano, São Paulo e Palmeiras fizeram um disputado clássico neste domingo, no Morumbi, sem confusão nenhuma. Em campo, os donos da casa foram superiores, mereceram a vitória, por 2 a 1, e voltaram a sonhar com o título brasileiro. Somam agora 17 pontos Já o Palmeiras parou nos 18.

“Este é o São Paulo que dá gosto de se ver, jogando competitivamente”, analisou o goleiro e capitão Rogério Ceni. “Hoje (domingo) jogamos melhor que o Palmeiras”.

Durante a semana, jogadores e cartolas tiveram a preocupação em falar que o clássico prometia paz. As declarações vieram por causa das lembranças dos últimos jogos. No primeiro confronto de 2008, o Palmeiras venceu por 4 a 1, com três gols de pênalti, e teve o atacante Kléber envolvido em confusão com André Dias - acertou uma cotovelada no zagueiro e pegou três rodadas de gancho.

Na segunda partida, Adriano marcou um dos gols da vitória tricolor (2 a 1) com a mão. E na última vez em que se encontraram, o São Paulo reclamou que o rival jogou um misterioso gás no vestiário do Palestra Itália.

Diante de toda polêmica, a expectativa para o jogo era grande. Antes de a bola rolar, o clima foi de amizades entre os clubes no Morumbi. “Futebol é entretenimento”, disse João Paulo de Jesus Lopes, assessor da presidência do São Paulo. “Tivemos conversas importantes com o Belluzo (Luiz Gonzaga, diretor de planejamento do Palmeiras), para diminuir os ânimos mais quentes que havia entre os clubes, as torcidas. As diretorias conduziram bem esse processo e teremos uma boa partida”.

Não fosse o mau comportamento de alguns torcedores tricolores, que se envolveram em briga antes do jogo, o clássico não seria marcado por confusões. Dentro de campo, algumas jogadas mais ríspidas entre atletas e discussão entre eles, mas nada que não seja normal num jogo deste porte.

A partida valia muito. O São Paulo colocava a vitória como fundamental para a seqüência do time no campeonato, após uma derrota e um empate. O Palmeiras, um pouco melhor na tabela de classificação e vindo de duas igualdades, queria o triunfo para encostar na liderança.

Quando o árbitro Carlos Eugênio Simon encerrou o primeiro tempo, o placar de 1 a 0 favorável aos donos da casa não refletia o que fora o jogo. “Devíamos ter feito mais gols”, resumiu Jorge Wagner. O São Paulo foi muito superior ao adversário nos 45 minutos iniciais. Criou inúmeras chances de gol, tocava bola com facilidade. O Palmeiras parecia não ter entrado em jogo - assistia passivamente às jogadas rival, errava demais na defesa e não conseguia chegar ao ataque.

Em três minutos, Borges quase marcou dois gols - na primeira chance chutou para fora e, na segunda, Marcos defendeu. O goleiro palmeirense, ao contrário das últimas rodadas, não conseguiu salvar seu time. E quando Jorge Wagner cruzou pela esquerda, o número 12 alviverde pulou em vão e André Dias apareceu para fazer 1 a 0, aos 7 minutos.

O gol animou a torcida e os jogadores do São Paulo. Marcos sofreu um bombardeio durante toda a primeira etapa e só não foi mais vazado porque Hugo e Dagoberto insistiam em erram o alvo.

Após bronca de Vanderlei Luxemburgo no intervalo, o Palmeiras voltou um pouco mais ligado e atento no segundo tempo. Ainda era pouco para passar pela forte zaga tricolor. Rogério Ceni quase não teve trabalho durante todo o tempo, graças às boas atuações de Alex Silva e, principalmente, de André Dias.

Valdivia, mais uma vez, deixou a desejar e pouco fez em campo. Na frente, Alex Mineiro sentia-se perdido, já que a ligação entre meio-de-campo e ataque não funcionava. Kléber ainda tentava voltar para buscar a bola e desperdiçou no início da segunda etapa uma das poucas raras chances de gol que o Palmeiras criou.

O São Paulo se armou bem na defesa e no meio. Trabalhava bem a bola, chegava com facilidade. Éder Luis, que acabara de entrar no lugar do lesionado Borges, contou com um desvio em Jeci para fazer o segundo gol tricolor, aos 38 minutos. No fim, aos 48, Jeci ainda diminuiu para o Palmeiras na única vez em que o adversário falhou.

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por Evandro Ribeiro em 21.06.08 às 20h59 | Categoria Brasileirão 2008, São Paulo2 Comentários
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Mesmo no sufoco, o São Paulo manteve o ritmo de recuperação neste último sábado e venceu o Sport por 1 a 0 no Morumbi, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Tricolor paulista continua no encalço dos lideres do campeonato. No entanto, é bom o técnico Muricy Ramalha manter a luz de alerta acessa, novamente o time não apresentou um bom futebol, mesmo porque, estava sem o pulmão do time, o polivalente volante Hernanes. Na próxima rodada, o São Paulo joga contra o Cruzeiro no Mineirão. É muito importante para as pretensões tricolores, que o time consiga um bom resultado em Minas, caso contrário, o Cruzeiro pode começar a se distanciar na tabela.

O jogo

O time, ao contrário dos últimos dois jogos, quando marcou nove gols nas vitórias sobre Cruzeiro (5 a 1) e Flamengo (4 a 2), sentiu a falta de Adriano. Nas poucas bolas alçadas na área, faltava a presença de um jogador completar o lance para o gol.

O Sport mostrou mais uma vez que gosta de complicar quando enfrenta um time paulista. Pela Copa do Brasil, eliminou o Palmeiras nas oitavas-de-final e levou o título em cima do Corinthians, ao fazer 2 a 0 na Ilha do Retiro - havia perdido o jogo de ida por 3 a 1. No Brasileiro, com os reservas, bateu novamente o Palmeiras por 2 a 0. E mesmo atuando fora, deu trabalho ao São Paulo.

O meia Luciano Henrique estava inspirado e teve duas boas chances de deixar sua marca. Na primeira, num chute de longe, Rogério observou a bola passar à esquerda de seu gol. Na segunda, o goleiro defendeu.

Enquanto o Sport se aproveitava da fraqueza da defesa são-paulina e apostava nos contra-ataques, os donos da casa tentavam trabalhar a bola e erravam muitos passes. “Não conseguimos fazer nenhuma jogada perigosa”, constatou Rogério Ceni no intervalo. “Talvez temos que arriscar mais se quisermos fazer gol”.

Os jogadores demoraram para obedecer os pedidos do goleiro. No início da segunda etapa, o time até que foi para o ataque, mas a inspiração e a competência pareciam ter sido deixadas em casa. A bola rolava de um lado para outro, cruzava o gramado, era jogada na área… Sem resultado nenhum.

Após a entrada de Richarlyson e de Dagoberto, principalmente, a objetividade começou a aparecer. O Sport, então, resolveu se fechar ainda mais e apertou a marcação. O São Paulo começou a arriscar de longe, an tentativa de aproveitar os cruzamentos na área.

Joilson fez Magrão mandar a bola para escanteio; Hugo, em seguida, a cabeceou para fora. Dagoberto chutou fraquinho, Richarlyson arriscou de longe e depois cabeceou por cima… A insistência, entretanto, demorou a virar gol. Só aos 45 minutos é que Hugo conseguiu aproveitar uma bola que sobrou na área para fazer a festa da torcida. “Pelo o que jogamos, 1 a 0 está bom”, analisou Rogério.

Despedida

Antes do jogo, o melhor reforço tricolor na temporada se despediu da equipe e da torcida. Adriano foi homenageado pela diretoria e agradeceu o apoio de todos pelo tempo que passou no clube. “Foi bom, maravilhoso”, disse. “Precisava voltar a jogar bem e também dar a volta por cima em termos pessoais. Conquistei isso devagarzinho e gostaria de voltar um dia”, falou o atacante, que fez sua última partida pelo São Paulo na derrota para o Flu, no mês passado, pela Libertadores.

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por Evandro Ribeiro em 14.06.08 às 18h59 | Categoria Brasileirão 2008, São Paulo1 Comentário
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Enfim, o São Paulo voltou a jogar aquele futebol de campeão que todos conhecem. Venceu neste sábado o líder Flamengo. E foi num Maracanã praticamente lotado, o mesmo palco da derrota recente para o Fluminense pela competição continental, que o time dirigido por Muricy Ramalho superou o Flamengo por 4 a 2. No entanto, a pergunta continua no ar: Será que o São Paulo tem força para lutar por esse hexacampeonato brasileiro?

Ao que tudo indica, a resposta vai depender das negociações que o clube fará após ser aberta a janela européia. Para lutar pelo título, será fundamental que os dirigentes tricolores não vendam muitos jogadores e ainda tragam alguns de qualidade. Contudo, isso não parece nada fácil.

Entretanto, o resultado e o desempenho do São Paulo neste sábado, principalmente no segundo tempo, reforçam a opinião de que o bicampeão brasileiro, desde a goleada por 5 a 1 sobre o Atlético-MG na rodada anterior do Brasileirão, começou para valer a disputa da competição. Está agora com nove pontos, ainda um pouco longe do Flamengo, que segue com 13 pontos.

O jogo

O jogo foi de qualidade técnica discutível no primeiro tempo. Ninguém atacava, tal o respeito de um pelo outro. Enquanto o Flamengo não levava muito perigo, o São Paulo preferia os contra-ataques. E num deles, aos 22 minutos, a bola foi alçada sobre a área, Hugo cabeceou para o meio e Borges, também de cabeça, completou para o gol: 1 a 0.

Empurrado pela torcida, o Flamengo passou a arriscar mais e deu trabalho ao goleiro Rogério Ceni numa finalização do zagueiro Ronaldo Angelim. Em seguida, o lateral Jancarlos ainda teve tempo de impedir a conclusão do atacante Diego Tardelli, pronto para empatar.

Segundo tempo

Na segunda etapa, o árbitro Leonardo Gaciba não hesitou em apontar para a marca do pênalti num lance em que Diego Tardelli deu um drible seco em Jancarlos e recebeu a falta. Mas na origem da jogada, a bola estava no ataque do São Paulo e a arbitragem errou ao assinalar uma infração de Borges, muito reclamada por Muricy.

Mas, na cobrança do pênalti, aos 11 minutos, Ibson bateu bem e empatou o jogo. Depois disso, a impressão era de que o Flamengo partiria com tudo em busca da vitória. Ela foi desfeita aos 16 minutos, quando Borges surgiu na área, esticou-se todo e deu um biquinho na bola, numa saída indecisa do goleiro Bruno: 2 a 1 para o São Paulo.

O Flamengo acusou o golpe. A torcida flamenguista ficou em silêncio e o São Paulo teve por alguns minutos seus melhores momentos na partida. Richarlyson, que entrara pouco antes na vaga de Jancarlos, cruzou bola na cabeça de Aloísio e o atacante ampliou aos 19 minutos, em meio aos dois zagueiros do Flamengo.

O técnico Caio Júnior, então, trocou o atacante Souza, uma negação em campo, pelo reserva de luxo Obina. E logo na sua primeira investida, Obina levou um tranco de Alex Silva dentro da área. Gaciba, de novo, marcou pênalti. Ibson cobrou com estilo, Rogério Ceni defendeu, a bola subiu e Ibson, de cabeça, diminuiu para o Flamengo.

Ninguém tem dúvida do que se passou pela cabeça dos torcedores do São Paulo e do técnico Muricy Ramalho a partir do segundo gol do Flamengo. Será que o Maracanã mais uma vez protagonizaria um fracasso são-paulino, depois da eliminação recente para o Fluminense nas quartas-de-final da Libertadores?

A pressão flamenguista era intensa, quando o placar de 3 a 2 ainda permitia uma reação - Obina, de cabeça, esteve por empatar duas vezes. Mas, já aos 47 minutos, o goleiro Rogério Ceni cobrou falta da defesa e a bola foi parar nos pés do meia-atacante Éder Luís, livre, que marcou 4 a 2. Agora é ver se o São Paulo voltou rumo ao título ou os últimos jogos foram apenas dois relampejos de um time ainda desarrumado e fraco.

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por Evandro Ribeiro em 09.06.08 às 12h56 | Categoria Brasileirão 2008, São Paulo3 Comentários
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A cada jogo que passa, fica mais clara a incrível dependência que o time do São Paulo tem hoje do habilidoso volante Hernanes. A prova disso é o modo que a equipe se apresenta com e sem ele em campo. No clássico São Paulo e Santos, disputado na penúltima rodada do Brasileirão, fui ao jogo na Vila Belmiro e ficou evidente que o time fica perdido no meio de campo sem a presença do jovem jogador.

Com a volta do atleta contra o Atlético Mineiro, no último domingo, o pressionado técnico Muricy Ramalho ficou aliviado Ainda que a goleada sobre o Atlético Mineiro, no sábado, por 5 a 1, no Morumbi, não sirva para assegurar que o São Paulo tenha acordado na competição, o resultado deu mostras de que a equipe pode reagir, principalmente se o Tricolor conseguir segurar Hernanes até o final da competição e não ceder aos assédios dos clubes europeus.

Presidente

A boa atuação diante do time mineiro coincide com a presença do presidente Juvenal Juvêncio num treino da semana passada. Mas, ao contrário do que possa parecer, o dirigente não foi para exigir que os jogadores reagissem. O próprio treinador explica. “Há alguns dias eu pedi para que o presidente fosse conversar com os atletas. Não tem nada dessa história de pressão. Eles estavam sozinhos, pedi a presença dele, ele podia ajudar. É importante, os jogadores sentirem que existe alguém do lado. Chega uma hora em que só a palavra do técnico não adianta mais. O Juvenal ajudou bastante”, disse Muricy.

Mas o treinador sabe que, apesar da reação dos jogadores, o time precisa de mais acertos para embalar de vez no campeonato. “O jogo foi bom, mas é cedo. Temos de acertar muita coisa”.

Reforços

O técnico deixou claro mais uma vez que a equipe necessita de novas contratações para brigar pelas primeiras colocações. Mas acredita que agora, até pelo apoio que todos receberam do presidente, as coisas ficarão melhores.

Muricy admitiu que os jogadores não foram os únicos a ficarem sozinhos após a eliminação da Libertadores. “Eu andei muito cansado. A gente fica muito sozinho e tem de fazer as pessoas (jogadores) trabalharem num momento difícil. Se o técnico não mostrar aos jogadores que eles têm condições, fica muito difícil”.

Gratidão

O volante Hernanes reconhece o empenho do técnico. “Meu coração será eternamente grato ao Muricy. Desde o ano passado ele me deu uma oportunidade, arrumou espaço para mim. A minha subida se deve a ele, que me deu confiança”. Ele estava encostado no clube antes da saída de Mineiro e Josué.

Um dos jogadores que mostraram que o trabalho psicológico de Muricy deu resultado foi o polivalente Joílson. Contra o Atlético ele jogou como volante. “Sempre fui meia. No Botafogo é que passei para a ala, mas sou jogador de meio”.

Orgulhoso, Muricy falou sobre a boa atuação de Joilson, que tem recuperado o bom futebol. “Estou no meio do futebol há 30 anos, às vezes eu acerto. Fico feliz pelo jogador. Sempre faço o meu trabalho para o clube”.

Torcida

Para o técnico, o que ainda pesa muito na sua permanência no São Paulo é a torcida. “Sou do tempo em que você tem de fazer o máximo por alguém. E tudo que faço é pela torcida. Estou aqui por causa dela, tenho certeza disso”. No sábado ele ficou emocionado com as manifestações de apoio que recebeu dos torcedores que foram ao Morumbi.

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